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De volta às clínicas. Empresários do setor saúde estética sentem a retomada da economia com aumento na procura por tratamentos e anúncio de abertura de novas unidades

A economia brasileira deve apresentar boa recuperação no segundo semestre, dizem os especialistas que estimam um crescimento de 5,30% do PIB (Produto Interno Bruto) este ano e 2,05% para 2022.

Um alívio frente ao ano passado, quando a economia despencou em todos os setores. Crise gerada especialmente pela pandemia e que atingiu parte dos empresários e empreendedores também do setor de estética.

Paulo Morais, fundador e CEO da Espaçolaser explica que, historicamente, o setor de estética é o último a perceber os efeitos de uma crise e o primeiro a retomar as atividades em momento de reaquecimento. “Em momentos como esse, as pessoas deixam de fazer muitas coisas – viagens, roupas, carros – e passam a pensar em se cuidar mais, ou seja, passam a cuidar muito da autoestima”, explica Paulo Morais.

Paulo Morais, fundador e CEO da Espaçolaser

“Após a reabertura das lojas, sentimos uma forte retomada das atividades com clientes voltando às nossas unidades para realização dos tratamentos, além dos novos clientes. Estamos em um momento de crescimento”, conclui Paulo Morais.

Além disso, a Espaçolaser anunciou no mês de julho a inauguração de duas lojas próprias em Bogotá, na Colômbia, com investimento de cerca de US$ 150 mil por estabelecimento. A empresa conta agora com três unidades no país, que leva o terceiro lugar na América Latina em consumo de cosméticos, atrás do Brasil e Chile.

Lucy Onodera, CEO da Onodera Estética

Ainda sobre a retomada da economia, outra importante empresária e representante do setor de estética, Lucy Onodera, CEO da Onodera Estética, revela que houve crescimento em julho deste ano na rede de franquia que dirige. “Tivemos aumento nas vendas de 18% na nossa rede, isso em comparação com 2019. É importante observar o período e fazer essa comparação, já que, naquela época, tudo ainda era considerado normal”, explica Lucy.

Lucy Onodera segue otimista. “Achei que fosse demorar um pouco pra gente se recuperar, achei que ainda não seria este ano, mas pelo que vejo, pelos resultados, acredito que o segundo semestre vai ser muito positivo para todos os segmentos, mas principalmente para o nosso setor de estética”, diz.

Setor que mais cresceu

Além dos números de crescimento apresentados pelos empresários, outros dados comprovam que o setor de estética sempre ajudou a alavancar a economia. De 2014 a 2019, o mercado de estética cresceu 567% no Brasil. Nestes cinco anos, o número de profissionais da área aumentou de 72 mil para mais de 480 mil, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Já no setor de franquias, o ramo de Saúde, Beleza e Bem-estar faturou R$ 34,2 bilhões em 2019, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

O CEO da Espaçolaser corrobora a informação de que o setor sempre se manteve em alta. “Em 2015 lançamos nossa rede de franquias quando tínhamos cerca de 40 lojas. Neste momento chegaram a sociedade José Semenzato, que trouxe todo seu conhecimento sobre franquias e a apresentadora Xuxa Meneghel, como embaixadora da marca. Com o modelo de franquias apenas no primeiro ano foram vendidas 120 novas unidades. Em 2018 realizamos a aquisição de diversas franquias e iniciarmos a nossa primeira operação internacional na Argentina, além de fundarmos a Universidade do Laser como sempre de excelência para formação de pessoas”, explica Paulo.

O que fizeram as clínicas durante a pandemia

A pandemia ainda não acabou, mas os efeitos que ela causou na sociedade, aos poucos vão ficando para trás. Neste contexto, as empresas tiveram que se movimentar e enfrentar o “novo normal”. O período de isolamento trouxe não só a crise, como também um cenário de incertezas para os empresários.

Lucy Onodera disse que foi preciso unir forças. “O setor de beleza e estética se uniu para trocar informações e enfrentar o momento. Contamos também com a colaboração da Associação Brasileira de Estética e Spas (ABES) e da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Buscamos nos unir já que o momento era de incertezas, sem saber o que viria pela frente. Criamos grupos de WhatsApp para levar consultorias aos nossos colaboradores e não deixamos de lado o contato com os clientes, pelo contrário, fortalecemos nossa presença no mercado”, explica.

Paulo da Espaçolaser também fala sobre os momentos desafiadores do isolamento. “Foi um extraordinário desafio que nos trouxe muito aprendizado. No primeiro momento a decisão foi clara no sentido de não demitir nenhum colaborador em razão da pandemia, uma vez que, para retomada consistente precisaríamos contar com pessoas conectadas com a história e DNA da nossa empresa. Tanto na primeira onda, como na segunda, seguimos em forte atividade com as equipes em Home Office, mas conectando com clientes para manter o diálogo com eles e, além disso, vender”, reforça Paulo.