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CIÊNCIA

Respaldo cientifico em terapias estéticas

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A indústria da estética gira em torno de soluções que prometem trazer a beleza, seja com produtos ou procedimentos, como tratamentos e cirurgias. São padrões desejados por diversos homens e mulheres, que encontram a satisfação e autoestima em terapias estéticas.

Em contrapartida, com essas diversas opções fornecidas por clínicas e estúdios de estética, temos a necessidade de pensar nos estudos científicos. O respaldo desses estudos é que garante a obtenção de resultados sem comprometer a saúde de nenhum dos envolvidos.

O que são as terapias estéticas?

As terapias estéticas são procedimentos voltados para saúde e beleza. Ao mesmo tempo em que há tratamento, também existem os resultados estéticos.

Ótimos exemplos disso são as terapias que visam diminuir a concentração de gordura no corpo, como carboxiterapia e criolipólise. Além de diversas técnicas voltadas para beleza e saúde da pele, como a radiofrequência, por exemplo.

O grande perigo é trazer para o mercado essas soluções incríveis sem que haja aval da sociedade científica, ou seja, estudos que comprovem a eficácia. Além de serem desempenhadas por quem de fato está preparado para isso profissionalmente.

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A importância do respaldo científico para essas práticas

Por prometerem resultados que chamam a atenção de um grande público, existe uma enorme responsabilidade nessas práticas. São questões ligadas ao bem-estar e saúde das pessoas, sendo assim, não se pode abrir mão do respaldo científico.

Isso quer dizer realizar práticas que apresentam todos os estudos necessários para não apenas comprovar sua eficácia, como também garantir que não haverá problemas na saúde a curto ou longo prazo. Trazer práticas para o mercado sem esse aval pode ser perigoso, tanto para profissional, quanto para o cliente/paciente.

Infelizmente, é comum o emprego de técnicas que podem ser consideradas como placebo. Em outras palavras, não apresentam resultados, mas instigam psicologicamente pacientes a acreditarem que houve diferença após a realização do tratamento.

Claro que casos como esse são feitos por profissionais e empresas que não se importam com o respaldo científico muito menos responsabilidade ao praticar tratamentos.

Por questões éticas, usar de placebo para práticas nesse quesito representa basicamente a intenção de “ganhar dinheiro” com base na insatisfação das pessoas com sua estética. Quando, no fim das contas, o dinheiro investido não trará resultados buscados.

Para exemplificar, vamos pensar na cripólise, citada antes, que teve surgimento nos EUA. De início, a sua função era tratamento em área de ortopedia e traumatologia. Apenas após estudos em Harvard, pelo professor doutor Rox Anderson, é que se pensou na aplicação na remoção de gordura.

Em resumo, uma técnica criada em 2005, que passou a ser estudada com fins de saúde estética em 2009, foi aprovada para aplicação em 2010 pela Food and Drug Administration (FDA).

Aos poucos a FDA aprovou a prática conhecida hoje, com protocolos em diferentes regiões do organismo. Por fim, apenas em 2012 a prática foi autorizada no Brasil, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Além de problemas na regulamentação das práticas, temos a realização de procedimentos por pessoas não qualificadas. O ideal é a especialização por parte de profissionais da saúde, já formados, para atuarem com saúde estética.

Porém, não é difícil encontrar pessoas não qualificadas oferecendo tratamentos milagrosos para o público que busca terapias estéticas.

Lembrando que os profissionais regulamentados pela Lei n°13.643/2018, que especifica as atividades estéticas, apresenta que tais atividades podem ser realizadas por esteticistas, cosmetólogos e Técnico em estética, todos com realização de curso superior.

Além disso, os profissionais da saúde, como médicos dermatologistas, estão aptos a realizar procedimentos a partir de especializações.

Assim, o respaldo científico e a regulamentação na realização de terapias estéticas é fundamental para assegurar todos os envolvidos, profissionais responsáveis e seus pacientes. Afinal, são tecnologias que promovem bem-estar e melhora de autoestima, não devem ser vilãs da saúde das pessoas.

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