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Redação Estética e Mercado

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Resolução do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional flexibiliza forma de divulgar os procedimentos de cada paciente, desde que tenha a sua autorização

Os avanços tecnológicos estão aí e não podem ser ignorados. O COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), por meio da Resolução nº 532, publicada no dia 7 de julho de 2021, liberou a divulgação de imagens, textos e áudios relacionados a procedimentos fisioterapêuticos e terapêuticos ocupacionais.

A nova normativa altera os Códigos de Ética e Deontologia da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, trazendo novas regras aos profissionais. Segundo a resolução, fica autorizada a divulgação de imagens, textos e áudios autênticos de pacientes, clientes, usuários acompanhados, ou não, do fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional que realizou o procedimento, desde que com autorização prévia deste ou de seu representante, por meio de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE.

As mudanças são positivas

 

Josete Lutkus Fisioterapeuta Dermatofuncional

O texto traz mudanças que, segundo os profissionais, são positivas para ambas as profissões. Mas, o que isso muda na abordagem de divulgação? Para a fisioterapeuta e especialista dermatofuncional Josete Lutkus, que também integra a Associação Brasileira de Fisioterapia e Dermatofuncional (Abrafidef), o que muda é a tranquilidade de poder divulgar o trabalho nas diversas mídias, sem sofrer qualquer tipo de sanção. A profissional também tem ciência de que “as imagens devem conter o nome do profissional, identificação do registro no seu conselho e data das imagens e que ficou vedado a divulgação de casos clínicos de autoria de terceiros.”

A liberação de imagens já era prevista pelo COFFITO, por meio de uma resolução de julho de 2013. Sobre a atualização, Josete entende que “estava ocorrendo uma grande confusão na interpretação dos textos, tanto pelos fiscais dos conselhos regionais, quanto pelos próprios profissionais fisioterapeutas com a antiga resolução de 2013. Hoje, a nova Resolução – Nº 532, de 24 de junho de 2021 -, deixa mais claro e ratificou de forma sucinta e objetiva o que já podíamos por direito”, defende ela.

O que não muda com a resolução

Embora algumas regras tenham sido atualizadas, nem tudo ainda é permitido. No artigo 3º da nova resolução, por exemplo, fica proibido o uso de expressões escritas ou faladas que possam caracterizar o sensacionalismo, concorrência desleal, promessa de resultado infalível ou restrições previstas no código de ética profissional.

O artigo 5º também reforça que será considerada infração ética grave a divulgação de imagens, textos e áudios de pacientes que estiverem em desacordo com essa e demais normas sobre esse assunto. Josete defende que “deve ter uma explanação por parte do fisioterapeuta ao seu paciente, pedindo permissão para a divulgação das suas imagens. Se for autorizado, então deve ser assinado por ambas as partes o Termo do Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), só assim o profissional poderá realizar a divulgação, porém deverá ter o bom senso de preservar a dignidade do paciente e da profissão.”

Além da resolução do COFFITO, os profissionais precisam seguir também as regras da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, de agosto de 2018 – “é uma lei federal e veio para nortear o direito inalienável do paciente a confidencialidade acerca de seus registros e dados. Porém, essa confidencialidade pode ser eventualmente quebrada em algumas circunstâncias quando: o paciente autorizar explicitamente; a revelação ser por força da lei; quando houver risco iminente a terceiros a ocultação desta condição do paciente”, pontua Josete.

Acesse a resolução completa aqui: https://esteticaemercado.com.br/2021/07/23/lei-no-14-119-de-13-de-janeiro-de-2021/

A rotina acelerada na qual vivemos com estresse, oscilações na qualidade do sono e na saúde emocional fazem com que seja um desafio suprir todas as necessidades vitamínicas e nutricionais que o corpo necessita. O que pode ocasionar um desequilíbrio do organismo e, assim, uma baixa na imunidade e maior propensão a doenças e infecções.

Pensando nisso, é importante se atentar a alguns pilares fundamentais para o fortalecimento da imunidade, que são: a saúde intestinal, pois quando ela é comprometida, todo o organismo é afetado; a qualidade do sono; o consumo de proteína; especiarias, como cravo, canela, gengibre e cúrcuma; além de suplementos vitamínicos – Vitamina A, B6, B12, C. Tudo isso é muito importante para o fortalecimento do sistema imunológico.

Para não adoecermos com frequência existem diversos alimentos que ajudam na melhora da imunidade e no equilíbrio do corpo, mas para garantir que todas as necessidades sejam atendidas, o que recomendo é a suplementação. Indico fórmulas balanceadas com altas concentrações das quatro vitaminas essenciais, glutamina, extrato de própolis, gengibre e cúrcuma que, inclusive, tem potencial anticâncer, segundo estudos científicos. Principalmente, ao escolher um suplemento capaz de aliar o potencial imunológico ao estímulo do metabolismo, energia e detox, ideal para uma rotina matinal saudável.

Efeito Detox: ao estimular o fígado a realizar as etapas necessárias para a limpeza do seu organismo que gerou uma série de lixos metabólicos após o jejum noturno.

Dá energia: uma dose pela manhã estimula o metabolismo através do aumento da temperatura natural do corpo, contribuindo para o processo de emagrecimento e ganho de energia.

Anti-inflamatório e Antioxidante: ativos anti-inflamatórios atuam em nossas células prevenindo doenças silenciosas, além de agir como antioxidante que atua no combate aos radicais livres.

Sendo assim, a suplementação auxilia o organismo que está em desequilíbrio e a imunidade adquirida de forma a fortalecer o sistema imunológico.

Dra. Joyce Rodrigues

Joyce Rodrigues, farmacêutica bioquímica especialista em cosmetologia e presidente da Mezzo Dermocosméticos e Mezzo Nutrition

Já está no mercado uma nova rede de franquias, a Estetic360, com dez unidades abertas. A proposta é oferecer para homens e mulheres um local com preços acessíveis onde se possa cuidar da estética de forma integral – estética corporal, incluindo depilação a laser e programas de emagrecimento, harmonização facial e dental e rejuvenescimento íntimo, algo até então inédito entre as franquias.

Há mais de 25 anos no setor de franquias, Leonardo Lamartine, sócio da BHF – Branding, Hub & Franchising, holding que reúne nove marcas, entre elas a rede de restaurantes Bonaparte, é quem está a frente dos negócios.

“Há cerca de quatro anos começamos a diversificar os ramos de atuação dentro do grupo, e serviços entrou no foco ainda mais recentemente”, comenta Lamartine. A escolha por uma clínica de estética para o portfólio da BHF se deu por diferentes razões. “O segmento de serviços tende a ter uma retomada mais rápida no pós-pandemia, porque o cliente precisa ir à loja para fazer o serviço, então há uma demanda reprimida. Além disso, o setor de estética vem crescendo e queríamos algo com um ‘payback’ inferior a 24 meses. O serviço de rejuvenescimento íntimo entra como um diferencial dentro do segmento”, reforça.

Para entregar os serviços com qualidade, as unidades contam com dentistas e fisioterapeutas. No rejuvenescimento íntimo, há ainda o suporte de médicos e fisioterapeutas pélvicos.

Multifranqueados experientes entram como máster franqueados

A nova rede de franquias já nasce com dois másters franqueados experientes: Alberto Oyama, multifranqueado há 19 anos que administra 25 operações de três marcas diferentes, e André Friedheim, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), sócio da consultoria Francap e multifranqueado. Os dois são responsáveis pela expansão da Estetic360 no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A capital paulista, inclusive, inaugurou duas unidades em junho, uma delas no Shopping Eldorado e a outra no Shopping West Plaza, ambos na zona oeste da cidade. A meta é encerrar o ano com 60 operações em funcionamento e chegar ao fim de 2022 com 128 unidades.

O investimento inicial em uma das clínicas da franquia é a partir de R$ 600 mil. Ainda que o franqueador trabalhe com a possibilidade de abrir unidades de rua, com prioridade neste momento para os shopping centers de todo o país. O espaço mínimo para a operação é de 55 metros quadrados.

Como se trata de uma franquia de serviços, o investidor não precisa dedicar todo seu tempo a uma só unidade. É possível administrar mais de uma em paralelo, e a franquia, inclusive, quer atrair investidores com potencial de aquisição de mais de uma unidade. “Estamos em negociação com grupos de multifranqueados em nove capitais e regiões relevantes, e esse é um dos nossos focos no momento”, comenta Oyama.

A novidade também atende aos empreendedores que já atuam no ramo de estética. “Nesse caso, ao aderir à marca, o empreendedor adquire todo o know-how da marca”, explica Friedheim.

O faturamento médio estimado por unidade é de R$ 400 mil mensais.

As gestantes precisam ficar muito atentas às substâncias que compõem cosméticos antes de usá-los. Ácido retinóico, ureia, amônia, formol e parabenos são elementos amplamente utilizados em cremes faciais e corporais, shampoos e tinturas de cabelos e eles podem causar danos ao desenvolvimento do bebê e até mesmo levar ao trabalho de parto prematuro. Já os metais, como chumbo, cádmio, níquel, cobre, mercúrio e alumínio também podem ser perigosos – e eles estão presentes em maquiagens em quantidades elevadas.

O que as gestantes – e, também, as mulheres que estão tentando engravidar, chamadas de tentantes, e as lactantes (as que amamentam) – devem fazer para cuidarem do corpo? A situação não é simples. A gestante precisa ouvir seu obstetra e receber orientações muito claras dele sobre o assunto. Depois, ela precisa ler cada bula e rótulo e certificar-se de utilizar apenas produtos de altíssima confiança. Outra opção é optar por produtos criados para uso exclusivo de gestantes.

Como as minhas pacientes sempre reclamaram muito da ausência de bons produtos para o tratamento da pele facial e corporal, mantive o desejo de ter uma linha exclusiva para este público. E, agora, encontrei na parceria com o laboratório Ellementti Dermocosméticos uma forma de colocar minha ideia em prática: acaba de ser lançada a linha Gestcare, livre de substâncias proibidas para gestantes.

Gestcare traz tudo o que um bom produto pode oferecer: é vegana, não testada em animais, parabenos free, gmo free (livre de transgênicos), gluten free, com ativos naturais e dermatologicamente testada.

Minha ideia foi a de oferecer tratamento completo para o rosto e o corpo da gestante. Por isso, a linha Gestcare tem produtos que são livres das substâncias proibidas na gestação – mas, com outros ativos importantes para limpar, tonificar, hidratar e tratar a pele. A mulher precisa sentir-se bem durante toda a sua vida – e não pode ser diferente na gestação. Por isso, a pele e o corpo precisam de cuidados especiais.

Vale lembrar que os produtos são indicados também para as tentantes – mulheres que estão tentando engravidar – e as lactantes, aquelas que amamentam. Mas, nada impede que outras mulheres os testem, porque eles são realmente muito bons e se adequam às necessidades de muitas peles.

Dra. Mariana Rosario é formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo. É membro da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e formação em Longevidade pela ABMAE – Associação Brasileira de Medicina Antienvelhecimento. É médica cadastrada para trabalhar com implantes hormonais pela ELMECO, do professor Elsimar Coutinho, um dos maiores especialistas no assunto. É membro do corpo clínico do hospital Albert Einstein, um dos mais renomados do mundo.

O assunto ainda é um tabu entre elas, mas na busca pelo empoderamento feminino os tratamentos de estética íntima ganham cada vez mais adeptas

Ainda é um tabu, mas dos tratamentos estéticos que vêm ganhando atenção, especialmente entre as mulheres, o de estética íntima é um destaque. Especialistas afirmam que as intervenções contribuem para o bem-estar e autoconfiança das pacientes.

O Brasil é um dos países que mais realiza cirurgias plásticas e procedimentos estéticos em todo o mundo. De acordo com dados da pesquisa divulgada em 2019 pela ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética), em 2018 foram feitas mais de 1 milhão de cirurgias plásticas, além de quase 800 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos, no país.

 

Fatores que contribuem na procura

Profa. Ynaiã Piedade

Segundo Ynaiã Piedade, fisioterapeuta e professora do curso de estética íntima da Beauty Connect, existem alguns fatores que contribuem na busca da mulher por esse tipo de tratamento. “Quando ela tem relações no escuro, quando se sente mal ou acha que o corpo poderia ser mudado de alguma maneira”, exemplifica ela.

A questão da regionalidade é outro fator que faz com que as mulheres também busquem tratamentos de estética íntima. Quem explica é a esteticista Edianne Rocha. “Eu sou do nordeste, vivo em Fortaleza, a capital do sol, então ir à praia é uma rotina para as mulheres daqui. Expor uma região como virilhas sempre soava como vergonha do escurecimento e flacidez dessa parte do corpo. Outro ponto era o machismo, muitas pacientes perguntavam: ‘o que vão pensar de mim?’. Mas a gente explica que esses tabus precisam ser quebrados porque tudo faz parte da saúde da mulher e do autoconhecimento.”

A professora Ynaiã trabalha no segmento desde 2015 e acredita que a maior procura se deu 2018 pra cá. “Na época não haviam produtos específicos e hoje tem um crescimento de profissionais buscando se especializar no mercado. A indústria também olhou para o setor, e a procura das próprias clientes só vem aumentando. No ano passado tivemos uma busca muito grande, até mesmo por conta da pandemia, que fez com que as pessoas se olhassem mais em busca de cuidados”, afirma a fisioterapeuta.

Edianne também reforça a informação de que o mercado está mais atento ao setor. “Hoje ele está mais aberto para o assunto e menos preconceituoso. A indústria está vendo o momento como algo que veio para ficar e nós estamos ganhando com isso, pois estamos tendo contato com muitos lançamentos para essa área. Seja na parte da cosmética como na criação de maquinários e equipamentos para contornar os efeitos do tempo, alimentação, entre outros. O mercado está de olho nesse segmento”, explica Edianne.

 

Preço médio por tratamento

O custo médio de um atendimento para o paciente é de R$ 250 a R$ 800 reais a sessão, o que pode variar também de acordo com a região do país e depende também da área que a pessoa vai tratar. Edianne explica que, no início, pensou que teria apenas pacientes mais velhas, senhoras casadas, no entanto, “muitas meninas na flor da idade já buscam esse tipo de tratamento, e eu vibro com isso. É importante e necessário oferecer alternativas para algo que incomoda muitas mulheres, independente de idade e de escolhas sexuais”, avalia.

De acordo com Ynaiã, são três os carros chefes no tratamento da estética íntima: radiofrequência, que trabalha a flacidez dos grandes lábios; microagulhamento com agulha elétrica, usado para flacidez, clareamento e aumento da hidratação tecidual; além da técnica de intradermoterapia pressurizada, que serve para casos de gordura localizada.

“São situações que as mulheres não expõem nem mesmo para o parceiro por causa de vergonha e isso faz com que elas tenham relações no escuro entre outros hábitos. É preciso tratar o assunto com delicadeza, mostrar que não existe órgão genital perfeito, mas com o tratamento podemos devolver a autoestima e o empoderamento feminino que elas tanto necessitam”, enfatiza Ynaiã.

 

Sobre a Estética Íntima

É a área que tem como objetivo melhorar a aparência da região tratada com técnicas de clareamento, tratamento para flacidez e até mesmo gordura localizada. Apesar de ainda ser cercada de preconceitos, essa é a uma área que ganha cada vez mais adeptos.

São diversos os fatores que contribuem para a modificação da região íntima, entre os principais motivos estão: ganho de peso, idade, gravidez, alterações hormonais e até mesmo a predisposição genética.

“Qualquer profissional da saúde, beleza e bem-estar pode trabalhar com a estética íntima, que não trata nada patológico e sim as disfunções estéticas da região íntima da mulher e até mesmo do homem”, reforça Ynaiã. A pessoa que pretende trabalhar na área precisa fazer um curso específico de duração que varia de 9 a 18 horas, dependendo da formulação do curso. “É importante também que o profissional entenda que um tratamento bem feito vai devolver à pessoa uma melhor qualidade de vida”, finaliza.

Diante da necessidade financeira, empresária da saúde estética começou com uma clínica e hoje tem mais de 400 unidades em formato de franquia em todo o Brasil

No primeiro trimestre deste ano, 14.205 MEIS (microempreendedores individuais), abriram um negócio voltado às atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza em todo o Brasil, segundo dados divulgados pelo Sebrae. Mesmo em meio à pandemia, os números são expressivos e revelam a necessidade ou desejo de muitos cidadãos em ter o próprio negócio.

Natália Ribeiro Fundadora + Top Estética

A empresária Natália Ribeiro entende muito bem o desejo, mas foi pela necessidade que abriu a primeira clínica de estética. Com quase nada de dinheiro no bolso, ela recorreu a um empréstimo do governo do estado de São Paulo. “O dinheiro foi suficiente para alugar um espaço, comprar uma maca, alguns cosméticos e começar a atender”, conta a empreendedora que, em 2017, transformou a clínica em uma franquia. Hoje já são 410 unidades da “Mais Top Estética” em todo o Brasil e uma em Orlando, nos Estados Unidos.

“Ainda lá no início, quando comecei com a clínica, uma das dificuldades foi estar numa cidade nova, há 900 km longe da minha família e sem dinheiro”, conta Natália, que acrescenta: “Não conhecia ninguém e ninguém me conhecia, além disso, o maior desafio foi o financeiro. Eu precisei me demitir do trabalho pra vir com meu noivo e o salário dele não dava para nos sustentar, foi um caos. Então acredito que o maior desafio foi começar numa cidade nova e sem dinheiro”, lembra ela.

Pra contornar a situação e fazer com que o empreendimento fosse visto, a empresária usou as redes sociais. “Eu não entendia direito de marketing digital, fazia da minha maneira, me virei sozinha nas redes e acredito que foi, sem dúvidas, um dos fatores de sucesso logo no início”.

A aposta na área de estética foi pela proximidade com o setor, pois havia trabalhado por quatro anos em uma clínica de estética. A Gestora Estadual de Beleza do Sebrae-SP, Maísa Blumenfeld, conta que o know-how na área pretendida é bom, mas não obrigatório. “É interessante que a pessoa tenha um diferencial para ingressar no mercado, como oferecer serviços com procedimentos técnicos e sanitários em dia, seguir os protocolos de atendimento. Além do que, é necessário também investir em cursos bons, de referência, para que o negócio seja mais promissor”, afirma.

Conhecimento e estrutura

No Brasil, o Sebrae é referência em consultoria de abertura de novos negócios. O caminho para quem tem esse objetivo é procurar a unidade mais próxima e ouvir as recomendações dos especialistas. “Tem pessoas com muito conhecimento técnico, mas sem perfil para ser investidor e isso precisa ser levado em conta”, diz a gestora. “É preciso saber como empreender, pra isso o Sebrae trabalha a parte comportamental e de gestão do novo negócio, tem toda uma orientação”, reforça.

Natália sabe que uma consultoria faz falta e conta que quando a clínica virou franquia, não tinha condições de investir nesse serviço. “Meu marido e eu fizemos tudo por conta, formatamos toda a burocracia e documentação. Isso levou muito tempo, nos custou muita energia, fizemos muita coisa errada no início, mas era o jeito que a gente tinha.”

Na área de beleza e estética, a gestora do Sebrae lembra que também é importante seguir rigorosamente os protocolos sanitários estabelecidos pelo mercado. “Além disso, o novo investidor precisa estar cercado de informações a respeito do negócio que pretende ter, como por exemplo, saber como vai mantê-lo, qual vai ser a estrutura desse empreendimento, onde vai ser, qual o público, saber quais produtos e insumos vai precisar. É preciso olhar para muitos desses detalhes quando for abrir e gerir um novo negócio”, alerta Maísa.

Ela também explica que, seguindo as orientações, este é um setor de poucas barreiras de mercado. E os números são favoráveis para os novos investidores do ramo, já que o Brasil é o quarto maior mercado consumidor de produtos de beleza do mundo, com crescimento de 2,2% em 2020, período em que a indústria desse mesmo segmento exportou para 174 países.

Natália e o marido tiveram muito trabalho e dificuldades no início, mas não desanimaram. Hoje a rede de franquias dela gera, em média, 2.100 empregos em todo o Brasil. “Agora nossa meta é ser a maior rede de franquias de clínicas de estética do mundo e, pra isso, precisamos no mínimo de 500 unidades vendidas, número que devemos atingir ainda este ano. Depois, nossa intenção é chegar a mil unidades em todo o mundo”, comenta ela, entusiasmada sobre os planos de crescimento da marca.

A empresária ainda faz questão de deixar um recado para quem está de olho num novo negócio. “Se a pessoa for investir numa franquia, eu diria para pesquisar qual é a que tem mais unidades. Quanto mais experiência, mais unidades, quanto maior for a rede, mais sólido é o seu investimento”, orienta.

 

App do segmento saúde estética aposta na comunicação entre os profissionais

A Beauty Connect – plataforma que contribui para o desenvolvimento de profissionais da saúde estética – está no mercado com o aplicativo Beauty Connect há um ano e não para de inovar. No início era exclusivo para eventos, hoje também tem a funcionalidade de unir a comunidade do setor e aproximar esses profissionais.

Jonatas Vasconcelos
CEO Beauty Connect

Segundo o idealizador do APP, Jonatas Vasconcelos, a plataforma apoia a troca de informações, negócios e networking. “Entregamos essas possibilidades por meio dos nossos eventos, cursos, portal de notícias e nossa comunidade exclusiva via Aplicativo Beauty connect”, explica Jonatas.

O aplicativo é direcionado para atuantes da indústria e profissionais da saúde que atuam diretamente com estética, bem como estudantes, fisioterapeutas, biomédicos, dentistas, médicos, esteticistas, farmacêuticos, enfermeiros, investidores, empresários e outros que, direto e indiretamente, têm o setor de saúde estética como estratégia de atuação.

Interação entre usuários

A comunicação entre os profissionais da saúde estética é um diferencial do aplicativo. Por ele é possível participar de eventos online que acontecem na plataforma, cursos pagos e gratuitos, além de acessar grupos e fóruns, e ficar por dentro de notícias do setor. Há também a agenda de todos os cursos e congressos importantes. O empresário Jonatas Vasconcelos explica que o programa está em constante evolução para facilitar a jornada do conhecimento dessa comunidade.

A evolução desse novo dispositivo da plataforma Beauty Connect corrobora com o momento do setor de desenvolvimento de aplicativos. Dados da Pew Research Center mostram que esse mercado deve movimentar US$ 6,3 trilhões em negócios ao longo de 2021. Além disso, o estudo apontou que o Brasil é o segundo país em que o mercado de criação de aplicativos mais cresce, perde apenas para a Indonésia.

“Sou empreendedor, tenho uma clínica de estética, tive duas Startups e também atuei em outros setores como tecnologia da Informação, médico-hospitalar, arquitetura e construção, onde a troca de informação vai além da parte técnica. Foi então que percebi que poderia ajudar outros empreendedores do segmento usando a tecnologia para conectar pessoas, estimular o networking e entregar informações relevantes que contribuem para a tomada de decisão de profissionais, investidores, empresários e todos os atores deste mercado que não para de crescer”, explica Jonatas, sobre a ideia de desenvolver o aplicativo Beauty Connect.

O consumo online

A plataforma chega também num momento em que a população precisa dos espaços virtuais para diversas atividades – da educação às compras. O consumo online, que já crescia antes da pandemia, agora se tornou um hábito para 86% dos brasileiros, principalmente nos estudos. No mundo são cerca de 4,2 bilhões de usuários, segundo a We Are Social —, o avanço do e-commerce engloba relacionamentos mais próximos com os compradores e a prática de compra e venda via redes sociais.

Emilse Cristina da Silva é uma dessas consumidoras. Encontrou no App da Beauty o curso que precisava, além, é claro, da interação tão necessária com outros profissionais para a troca de experiências. Profissional da área de fisioterapia pélvica, ela adquiriu as aulas de estética íntima. “Gostei muito, achei a plataforma fácil e acessível, encontrei bastante facilidade”, comenta.

Um dos diferenciais dos cursos da plataforma é que os profissionais podem aplicar na prática tudo que aprenderam nas aulas. A fisioterapeuta e usuária do aplicativo explica que essa foi uma vantagem para os negócios. “O curso foi muito importante e meu deu segurança para aplicar as técnicas que aprendemos”, finaliza.

Neste sentido, Jonatas confirma que os aplicativos de saúde e estética, assim como o mercado de atendimento ao cliente, inovam em ritmo acelerado. Segundo o empresário isso se dá não só pelo momento de reclusão devido à pandemia, mas também pelo aumento da inserção das mais novas e diferentes tecnologias, acessíveis a uma camada cada vez maior da população. Sobre o App Beauty Connect, “o APP está em evolução e novas funcionalidades serão liberadas muito em breve”, conclui o empresário.

O aplicativo esta disponível na PlayStore, clique e saiba mais.

Além de tratar uma área muito maior do corpo, essa novidade vem trazer liberdade para os profissionais do setor, já que essa tecnologia pode ser usada em aparelhos de eletroestimulação de qualquer marca

A Adoxy – empresa de inovação e tecnologia de alto impacto – inova mais uma vez e acaba de lançar o Eletrofit, uma ponteira de Criolipólise de placas, que traz a tecnologia Sharing Tech, que pode ser conectada a qualquer aparelho de eletroestimulação. De acordo com a empresa, o novo manípulo chega para revolucionar o mercado da saúde estética e quebrar o status da exclusividade.

Michele Matias
Presidente Adoxy

Michele Matias, presidente da Adoxy, explica que o Eletrofit, nome comercial do novo manípulo do Asgard, é capaz de se conectar em equipamentos de microcorrentes, de corrente russa ou australiana e equipamentos de eletrolipólises e de eletroterapia.

“O novo manípulo foi especialmente projetado para trazer liberdade aos empresários do setor. Afinal, ele é incrivelmente capaz de se conectar com equipamentos de eletroestimulação de qualquer marca e isso é uma revolução para o segmento da saúde estética”, explica ela, que também lembra que muitas das tecnologias que estavam encostadas podem ser trazidas para a nova plataforma, “otimizando os equipamentos que já existiam nas clínicas.”

Pesquisa e desenvolvimento

Vantagem para os empresários do setor e também para os pacientes que buscam cada vez mais esse tipo de tratamento. Além de se conectar a outros aparelhos, a ponteira foi pensada para áreas maiores do corpo. Quem explica é o doutor em Ciências Biomédicas, professor Carlos Ruiz, um dos responsáveis pelas pesquisas realizadas após o desenvolvimento do produto. “A placa tem 20 cm X 12 cm, ou seja, atinge uma área maior do corpo. Se o empresário tem dois aparelhos, por exemplo, ele consegue fazer o abdômen e as laterais do paciente ao mesmo tempo. A novidade atinge uma área bem maior de terminações nervosas, o que leva a uma melhor eficácia do tratamento”, explica ele.

Ainda de acordo com Carlos Ruiz, como a área do corpo tratada pode ser maior, a diminuição do tempo de aplicação é outro fator de relevância da nova ponteira. “Benefício para investidores e pacientes que terão resultados promissores em espaço de tempo bem mais curto”, reforça.

A maioria das ponteiras de Criolipólise usam o método de sucção, além dessa tecnologia, a Adoxy também conta com a tecnologia de placas e, essa lançada agora, pode ser acoplada em qualquer aparelho de outra marca. “O conceito de ponteira de placa foi uma inovação da Adoxy”, destaca o pesquisador.

Mercado promissor

De olho neste mercado, a Adoxy apostou na pesquisa e desenvolvimento do novo manípulo. “No mercado da eletroterapia, da tecnologia estética, somos uma empresa com profissionais que promovem saúde e a nossa expectativa com esse lançamento é fazer com que o mercado olhe para uma nova possibilidade, que é o emagrecimento junto ao equipamento de eletroterapia, que traz diversas funções e também vai promover essa, por meio de efeitos seguros e de resultados impactantes com dados consolidados, o que de fato deve causar uma revolução no mercado”, aponta Michele Matias.

O desenvolvimento do novo manípulo do Asgard foi uma forma de reinvenção do que já existia no mercado. Desde 2015, a empresa trabalha no ramo de equipamentos para aplicação de eletroterapia, no entanto, a presidente da Adoxy garante que era preciso inovar sem fazer com que os empresários tivessem uma surpresa a cada ano, com a obrigação de trocar a aparelhagem. “Buscamos desenvolver uma placa maior para fazer com que a área que recebe a aplicação seja relevante e significativa, com o objetivo de um tratamento de Criolipólise muito mais efetivo”, reforça Michele. A empresária também enfatiza que os estudos e inovações, sempre incentivados pela empresa, são necessários, pois garantem novas descobertas clínicas e tecnológicas para o mercado.

Sobre a Criolipólise de Placas

Em alta no mercado da saúde estética, a Criolipólise é um tratamento que ajuda na redução de gordura com base no resfriamento local da gordura subcutânea, o que causa a destruição das células adiposas. Assim, o tratamento também tem o objetivo de melhorar o contorno do corpo reduzindo cerca de 30% da gordura da região onde ocorre a aplicação.

A Criolipólise é um método considerado não invasivo, que além do emagrecimento ajuda para a remoção da flacidez e pode ser eficaz também no combate às indesejadas celulites. A aplicação é indicada também no tratamento de gordura localizada em regiões como braços, abdômen, flancos e costas. No caso da Criolipólise de placas, em que não há vácuo, o tratamento pode se estender para outras regiões do corpo.

O método promove respostas sem cortes ou procedimentos cirúrgicos. Esse tipo de tratamento foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Havard, nos Estados Unidos e apresentado ao mundo no ano de 2010.

Cinco anos depois, quando milhões de pessoas já haviam experimentado os resultados desse tratamento, a Adoxy inovou e trouxe para o mercado o conceito que ainda era pouco usado dentro da área de estética, que é o conceito de ponteira de plataforma, onde não há a necessidade de sucção da pele. Com o objetivo de sempre atualizar o mercado com o que há de mais novo, a empresa foi além. “Em 2021 conseguimos trazer mais essa novidade. O desenvolvimento dessa ponteira foi mais uma forma de inovar junto aos clientes que confiaram na nossa marca”, finaliza Michele.

IPO da franquia mostra que investidores brasileiros estão desejando ativos fora dos setores tradicionais

A Espaçolaser estreou na B3 na última segunda-feira, dia 1º de fevereiro, com fortes ganhos e chamou a atenção do mercado. A rede de franquias de depilação – que tem o código ESPA3 – precificou sua ação a R$ 17,90. Seus ativos subiram 17,21 e ela levou R$ 2,64 bilhões no primeiro dia.

Na última quarta-feira, 3 de fevereiro, os papéis encerram o dia negociados a R$ 21,40. As informações foram publicadas nos portais de notícias Infomoney e Exame.

O IPO da companhia mostra como os investidores brasileiros têm desejado ativos fora dos setores tradicionais que reinavam na bolsa, até então, como bancos e commodities.

Mercado

O grande atrativo da rede é sua liderança em um setor enorme e pouco consolidado no Brasil. No prospecto apresentado ao mercado, a Espaçolaser afirma que 69 milhões de pessoas no Brasil são adeptas de alguma forma de depilação.

Apesar do mercado grande, a depilação a laser é a escolhida por apenas 3,4 milhões de brasileiros. A companhia acredita que nos próximos anos, com a popularização da técnica e estruturas de financiamento ao consumidor, a tendência é que a penetração da depilação a laser aumente.

A Espaçolaser tem 554 unidades espalhadas pelo Brasil, das quais 34% são franquias. Até setembro de 2020, último período com dados divulgados, a rede havia faturado R$ 952 milhões. Apesar disso, a operação teve prejuízo líquido ajustado de R$ 71,4 milhões, enquanto no mesmo período do ano anterior teve lucro de R$ 97 milhões de reais, segundo dados publicados no portal da revista Exame.

A queda, segundo a companhia, foi causada pela pandemia de coronavírus, que obrigou as unidades a fecharem por alguns meses. A expectativa é que com o abrandamento das medidas de isolamento social a companhia volte aos patamares anteriores de receita.

Expansão

Enquanto isso, os planos são expandir os negócios. Dos R$ 2,64 bilhões levantados no IPO, R$ 1,2 bilhão serão usados pela companhia para financiar sua expansão territorial e comprar dez sociedades franqueadas que gerenciam 78 unidades da rede.

A empresa aposta que sua liderança de mercado a ajude a consolidar o setor no Brasil. Os outros R$ 1,44 bilhão levantados na abertura de capital foram usados para dar saída para os fundadores Ygor Moura, Paulo Iasz e Tito Veiga, além do fundo Magnólia FIP e da holding SMZXP (de José Carlos Semenzato e Xuxa Meneghel).

Presidentes do Sistema COFFITO/CREFITOs definiram pertinente a necessária e constante atualização das normativas fisioterapêuticas

Depois de muitas discussões e conversas, os injetáveis agora fazem parte dos procedimentos liberados aos profissionais de fisioterapia. No último dia 20 de janeiro, durante reunião do colegiado de presidentes do Sistema COFFITO/CREFITOs, foram debatidos temas pertinentes à regulamentação de novos procedimentos aos fisioterapeutas.

O encontro foi comandada pelo presidente do Conselho Federal, Roberto Mattar Cepeda. De acordo com nota do colegiado, “após amplo debate e ao considerar as discussões existentes no colegiado, bem como o avanço do desenvolvimento de pesquisas em toda a área da saúde, em especial a fisioterapia, o colegiado definiu como pertinente e plausível a necessária e constante atualização das normativas fisioterapêuticas, respeitando o Código de Ética e os critérios de biossegurança, de capacitação e habilitação dos profissionais, e de evidências científicas que atestem e promovam benefício efetivo à saúde das pessoas”.

Para Cepeda, a responsabilidade do Sistema COFFITO/CREFITOs nesta demanda é grande. Consequentemente, a autarquia precisa se debruçar com afinco e cautela sobre a regulamentação de novos procedimentos. “As profissões e a sociedade evoluem diariamente, sendo necessário aos órgãos reguladores amparar tanto os profissionais quanto a população. Por isso, os grupos de trabalho serão imediatamente constituídos, com profissionais de referência nas devidas áreas, para que, em breve, seja possível apresentar as normas à sociedade e aos fisioterapeutas”, completou.

De acordo com a legislação que rege o Sistema COFFITO/CREFITOs, o Colégio de Presidentes dos Conselhos Regionais é uma instância consultiva do Conselho Federal. Por isto, é responsabilidade do Plenário do COFFITO deliberar e aprovar as normas pertinentes aos procedimentos que foram apresentados.