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A disputa pelo lucrativo mercado de injetáveis com fins estéticos ainda tem capítulos a serem escritos – e alguns com urgência. De acordo com juristas especializados na área de saúde, a Lei 13.643 de abril de 2018, “Lei do Esteticista”, permite sim a criação de cursos e novas funções, como a de professores formados em estética e cosmetologia, mas ainda deixa os profissionais da área bastante desprotegidos.

Para o jurista Danilo Ferreira, mestre e doutor em Farmacologia pela Unicamp e advogado coordenador da área de Direito Médico do escritório Marques & Tasoko Advogados, tanto a abertura de cursos quanto a prática de procedimentos intradérmicos e injetáveis subcutâneos por esteticistas são validados pela nova legislação. A pressão do setor médico, especificamente dos conselhos de Medicina, e a falta de um conselho que regule e defenda os esteticistas em suas demandas, contudo, podem gerar futuros conflitos.

  • Um conselho de classe para chamar de seu;
  • Documentar é tão importante quanto especializar-se.

 “Quando temos abertura de cursos [de injetáveis para esteticistas], ela é devida legalmente, mas talvez não se sustente, porque quando esses profissionais começarem a ingressar no mercado e tomarem essa fatia do profissional médico, isso vai começar ser judicializado e o esteticista não terá nenhum conselho para defendê-lo”, disse Ferreira.

A advogada e cirurgiã-dentista Priscila Galzo Marafon Moda, que é professora universitária e atuante na área de Direito Médico e Odontológico, concorda com o colega e diz que a não existência de um conselho de classe de esteticistas é um problema, pois falta quem regulamente a profissão, estabelecendo limites.

Danilo Ferreira, advogado da área de Direito Médico, alerta para necessidade de um bom prontuário para proteger profissionais.

Quem pode fazer procedimentos injetáveis?

Além da questão de segurança e saúde dos pacientes, a regulamentação dos procedimentos injetáveis esbarra nos altos valores envolvidos nesse segmento, que antes era de exclusividade dos médicos, mas hoje é disputado também por esteticistas e profissionais da saúde habilitados em seus conselhos para a prática.

“Eu vejo isso como uma luta entre classes profissionais. Até por uma questão mercadológica, de ganhos, essa discussão vem sendo acalorada”, disse Dra. Priscila Galzo Marafon Moda. Para Danilo Ferreira é nesse ponto que um conselho para os esteticistas faz falta. “É um mercado que gera muita renda, o médico não quer perder isso e o conselho deles vai lutar”, afirma o advogado-farmacólogo.

 Um Conselho de Classe para chamar de seu

O conselho de classe regula, fiscaliza e sinaliza para os pacientes que podem confiar em seus representados. “Quando falamos de legislação ligada a um conselho, temos envolvidos código civil, código penal, independente da profissão. O médico tem o conselho de Medicina e o federal de Medicina e o dentista tem o de Odontologia para brigarem por eles, já ganham força [no debate]”, explica Ferreira.

Uma lei com apenas dez artigos, como é a dos esteticistas, segundo o jurista, é muita curta e falha em não estabelecer a estrutura essencial um conselho para o setor. A categoria possui sindicatos, mas é um órgão com função diferente na hora de defender fronteiras da categoria e amparar legalmente o profissional envolvido em um processo queixoso.

“O sindicato não vai brigar pela questão legal e ética, mas por direitos salariais, posição de trabalho, se trabalho mais 10 horas para alguém… O esteticista autônomo, [por exemplo], fica à mercê da sorte”, reforça Ferreira.

A fiscalização é outro ponto importante feito por um conselho. “Eu faço um procedimento estético e, por exemplo, ocorre uma necrose na minha perna. A quem vou recorrer? Processo, mas e depois? Aquele profissional continua a fazer isso? No caso de médicos, abrimos processo ético disciplinar”, exemplificou ele.

A falta de um conselho também dificulta a defesa de um profissional processado pelo paciente. “Brinco que com médico é uma ‘intercorrência’, com esteticista é um ‘erro’, mesmo sendo a mesma coisa”, lamenta Ferreira.

Ao estabelecer um conselho próprio, o próximo passo para assegurar os direitos dos profissionais de estética seria a união em torno de uma pauta. “Para diminuir esses conflitos, os conselhos de classes que atuam na área estética deveriam sentar e conversar entre si, colocando para cada um os seus limites, o que podem ou não realizar”, aponta Moda.

“Conselhos de classes da área estética deveriam sentar e conversar entre si”, defende a jurista Priscila Moda.

Documentar é tão importante quanto especializar-se

A recomendação dos especialistas jurídicos para os profissionais de estética é registrar todos os procedimentos. “Esteticista não tem resguardo. Por isso é muito importante documentar tudo, todo processo de antes e depois. A questão do prontuário é algo que vejo muito em demandas judiciais”, disse Ferreira.

Orientar e informar o paciente sobre tudo que vai acontecer antes, durante e depois também é essencial. “Um ácido hialurônico vai romper um vaso, é difícil passar ileso de um roxinho, mas tem que ser explicado”, diz o advogado.

Nesse sentido, os cursos precisam capacitar os esteticistas que farão procedimentos injetáveis para escrever, fotografar e esclarecer o paciente sobre possíveis lesões transitórias. “Outro ponto que deve ser abordado, além do prontuário e do Contrato de Prestação de Serviço, é o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido que deve ser dado ao paciente antes da realização procedimental”, frisa Moda.

O documento deve ser escrito de forma clara, indicar o que será feito (os riscos como o pré, trans e pós-tratamento) e ser assinado pelo paciente.

Qual a sua opinião sobre os procedimentos injetáveis para fins estéticos? Se trabalha na área, documenta o antes e depois dos clientes? Salve esse artigo nas suas redes sociais preferidas para quando tiver dúvidas.

E se quiser descobrir mais sobre a Lei do Esteticista, leia também: Com Lei de 2018, escolas lançam pós-graduação de procedimentos injetáveis para esteticistas.

 

 

Com a promulgação da Lei do Esteticista 13.643/2018, que libera procedimentos intradérmicos e subcutâneos para profissionais esteticistas, um debate tem sido gerado em meio a essas mudanças. Por outro lado, as instituições de ensino não perderam tempo e, hoje, algumas já oferecem cursos de pós-graduação nesta área.

É o caso do Instituto Educacional Wilson Wanderlei (IEWW), que foi o primeiro a oferecer o curso de pós-graduação voltado para os procedimentos injetáveis. “Na área da saúde estética fomos pioneiros: montamos e oferecemos a pós-graduação em Procedimentos Intradérmicos e Subcutâneos para profissionais esteticistas no início de 2018, logo depois da promulgação da Lei do Esteticista, (13.643/2018)”, explica o professor Francisco Vitarelli. A lei é referente à regularização das profissões de esteticista e cosmetólogos.

Curso de pós-graduação de procedimentos intradérmicos e subcutâneos já é uma realidade, após regulamentação.

As dúvidas sobre os injetáveis passam, inclusive, pela nomenclatura. O professor Francisco explica que os procedimentos invasivos são de exclusividade dos médicos, o que está disposto na Lei 12.842 de julho de 2013. Ou seja, apenas os médicos podem fazer os procedimentos que adentram por um orifício do corpo podendo chegar a um órgão interno. “Já os procedimentos injetáveis estéticos, não atingem órgãos internos e podem ser aplicados por outros profissionais. Não existe lei no Brasil que proíba essa prática”.

O professor Francisco também reforça a necessidade de cada categoria se ater as funções da própria classe. “Um exemplo é a aplicação de toxina botulínica, que pode ser utilizada em situações médicas, odontológicas – como para problemas de bruxismo -, e para fins de estética. Sendo assim, é importante que cada profissional permaneça na sua área de atuação”, diz ele.

Graduada em Estética e Cosmetologia, Márcia Costa Larica não perdeu tempo e já está concluindo o curso de pós-graduação. “A devida capacitação que essa pós-graduação tão específica e pensada para o profissional da esteticista traz com os tratamentos injetáveis, vai me ajudar a ampliar em muito a gama de serviços que ofereço e meus pacientes não precisarão sair do meu consultório de estética para obter esses procedimentos com outros profissionais”, explica a esteticista.

Sobre a necessidade de uma especialização

Toda profissão nos níveis mais avançados, precisa ter pelo menos uma especialização na área, o que não é diferente no caso da estética. Logo, os cursos precisam trazer conhecimentos atualizados e obter competência na atuação dos diversos procedimentos intradérmicos e subcutâneos pertinentes à área da estética e afins, dentro dos limites legais, éticos e técnico.

Além de aluna do curso de pós-graduação em injetáveis, Márcia Costa Larica também é presidente do Sindicato dos Esteticistas do Rio de Janeiro, o Sindiestetic.  Dessa forma, consegue trazer incentivos para que as colegas de profissão também entendam a necessidade da especialização. “Hoje é fundamental para quem deseja continuar atuando no segmento, além da graduação, fazer as especializações, para se destacar dos demais. Muitos profissionais de todo o país, chegam aos nossos canais de atendimento, diariamente, pedindo orientações, opinião e até direcionamento sobre graduações e especializações, principalmente por entender que quanto mais se qualifica, menos estará limitado pela lei e pelo próprio mercado de atuação”, conclui ela.

Para os profissionais de olho numa especialização, é necessário buscar por um curso que seja aprovado pelo MEC. “Isso significa que a instituição seguiu as regras necessárias para a implantação, enviou as exigências e foi aprovado pelo Ministério”, reforça Francisco Vitarelli.

A força da ANESCO

A Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos cobra diplomaticamente a criação do órgão fiscalizatório (conselho de classe), junto ao Governo Federal. No entanto, é preciso admitir que, com a força da associação, as profissões de esteticista e cosmetólogos foram regularizadas pelo poder executivo. Com isso cresceu a oferta de cursos superiores na área de estética, inclusive na grade de instituições públicas.

Para se ter uma ideia, o curso de tecnólogo de Estética e Cosmética, da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), teve a maior concorrência no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deste ano. Foram 94 candidatos disputando uma vaga.

O professor Francisco Vitarelli corrobora com a informação e adianta que o instituto educacional do qual faz parte, se prepara, ainda este semestre, para o lançamento de um curso em nível de pós-graduação, exclusivo para os profissionais da área de estética que pretendem seguir carreira acadêmica. “Quem busca trabalhar com educação precisa ser graduado em estética e ter especialização na área. O nosso curso chega para atender mais essa demanda e qualificar os profissionais para a docência.”, finaliza Francisco Vitarelli.

De volta às clínicas. Empresários do setor saúde estética sentem a retomada da economia com aumento na procura por tratamentos e anúncio de abertura de novas unidades

A economia brasileira deve apresentar boa recuperação no segundo semestre, dizem os especialistas que estimam um crescimento de 5,30% do PIB (Produto Interno Bruto) este ano e 2,05% para 2022.

Um alívio frente ao ano passado, quando a economia despencou em todos os setores. Crise gerada especialmente pela pandemia e que atingiu parte dos empresários e empreendedores também do setor de estética.

Paulo Morais, fundador e CEO da Espaçolaser explica que, historicamente, o setor de estética é o último a perceber os efeitos de uma crise e o primeiro a retomar as atividades em momento de reaquecimento. “Em momentos como esse, as pessoas deixam de fazer muitas coisas – viagens, roupas, carros – e passam a pensar em se cuidar mais, ou seja, passam a cuidar muito da autoestima”, explica Paulo Morais.

Paulo Morais, fundador e CEO da Espaçolaser

“Após a reabertura das lojas, sentimos uma forte retomada das atividades com clientes voltando às nossas unidades para realização dos tratamentos, além dos novos clientes. Estamos em um momento de crescimento”, conclui Paulo Morais.

Além disso, a Espaçolaser anunciou no mês de julho a inauguração de duas lojas próprias em Bogotá, na Colômbia, com investimento de cerca de US$ 150 mil por estabelecimento. A empresa conta agora com três unidades no país, que leva o terceiro lugar na América Latina em consumo de cosméticos, atrás do Brasil e Chile.

Lucy Onodera, CEO da Onodera Estética

Ainda sobre a retomada da economia, outra importante empresária e representante do setor de estética, Lucy Onodera, CEO da Onodera Estética, revela que houve crescimento em julho deste ano na rede de franquia que dirige. “Tivemos aumento nas vendas de 18% na nossa rede, isso em comparação com 2019. É importante observar o período e fazer essa comparação, já que, naquela época, tudo ainda era considerado normal”, explica Lucy.

Lucy Onodera segue otimista. “Achei que fosse demorar um pouco pra gente se recuperar, achei que ainda não seria este ano, mas pelo que vejo, pelos resultados, acredito que o segundo semestre vai ser muito positivo para todos os segmentos, mas principalmente para o nosso setor de estética”, diz.

Setor que mais cresceu

Além dos números de crescimento apresentados pelos empresários, outros dados comprovam que o setor de estética sempre ajudou a alavancar a economia. De 2014 a 2019, o mercado de estética cresceu 567% no Brasil. Nestes cinco anos, o número de profissionais da área aumentou de 72 mil para mais de 480 mil, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Já no setor de franquias, o ramo de Saúde, Beleza e Bem-estar faturou R$ 34,2 bilhões em 2019, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

O CEO da Espaçolaser corrobora a informação de que o setor sempre se manteve em alta. “Em 2015 lançamos nossa rede de franquias quando tínhamos cerca de 40 lojas. Neste momento chegaram a sociedade José Semenzato, que trouxe todo seu conhecimento sobre franquias e a apresentadora Xuxa Meneghel, como embaixadora da marca. Com o modelo de franquias apenas no primeiro ano foram vendidas 120 novas unidades. Em 2018 realizamos a aquisição de diversas franquias e iniciarmos a nossa primeira operação internacional na Argentina, além de fundarmos a Universidade do Laser como sempre de excelência para formação de pessoas”, explica Paulo.

O que fizeram as clínicas durante a pandemia

A pandemia ainda não acabou, mas os efeitos que ela causou na sociedade, aos poucos vão ficando para trás. Neste contexto, as empresas tiveram que se movimentar e enfrentar o “novo normal”. O período de isolamento trouxe não só a crise, como também um cenário de incertezas para os empresários.

Lucy Onodera disse que foi preciso unir forças. “O setor de beleza e estética se uniu para trocar informações e enfrentar o momento. Contamos também com a colaboração da Associação Brasileira de Estética e Spas (ABES) e da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Buscamos nos unir já que o momento era de incertezas, sem saber o que viria pela frente. Criamos grupos de WhatsApp para levar consultorias aos nossos colaboradores e não deixamos de lado o contato com os clientes, pelo contrário, fortalecemos nossa presença no mercado”, explica.

Paulo da Espaçolaser também fala sobre os momentos desafiadores do isolamento. “Foi um extraordinário desafio que nos trouxe muito aprendizado. No primeiro momento a decisão foi clara no sentido de não demitir nenhum colaborador em razão da pandemia, uma vez que, para retomada consistente precisaríamos contar com pessoas conectadas com a história e DNA da nossa empresa. Tanto na primeira onda, como na segunda, seguimos em forte atividade com as equipes em Home Office, mas conectando com clientes para manter o diálogo com eles e, além disso, vender”, reforça Paulo.

Aquisição de Bioage por farmacêutica movimenta o mercado

A Hypera Pharma, uma das maiores do segmento farmacêutico, fechou acordo para a compra de 100% da Bio Brands Franchising e da Bio Scientific, que compõem a Bioage, desenvolvedora e comercializadora de dermocosméticos. O comunicado foi da própria companhia farmacêutica, enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), mas não traz detalhes sobre os valores envolvidos na operação.

A produtora de cosméticos é apresentada pela nova dona como responsável pela “maior e mais completa linha de dermocosméticos de alta performance” do Brasil.

“A aquisição da Bioage está alinhada com o objetivo estratégico da companhia de fortalecer sua presença no mercado brasileiro de skincare por meio de produtos e marcas inovadoras”, disse a Hypera Pharma, acrescentando que a operação também fortalecerá o grupo no canal de estética brasileiro.

Comprometida com as ações ambientais, a desenvolvedora de dermocosméticos garante que usa ingredientes sustentáveis na fabricação da sua linha de produtos. A empresa é uma das maiores no segmento e, só no ano passado obteve faturamento de R$ 80 milhões. Atualmente ela conta com uma plataforma para atendimento direto ao consumidor, além de 55 franqueados.

Com a aquisição desta grande produtora, quem ganha não é apenas o público, mas especialmente os profissionais do segmento saúde estética que utilizam ou pretendem usar mais esta opção de mercado que, agora, deve alcançar voos ainda mais altos.

Sobre as empresas envolvidas no negócio

A Hypera Pharma é uma das maiores empresas farmacêuticas do Brasil e está presente em todos os segmentos relevantes do setor – produtos de prescrição, linhas skin care e consumer health. Com posição de liderança em diversas categorias, oferece produtos de alta qualidade e segurança, investindo em inovação sustentável.

O Resultado da Hypera no primeiro trimestre de 2021 apresentou um lucro líquido de R$ 305,1 milhões, alta de 28,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Marca brasileira de dermocosméticos, a BIOAGE, desde 2001, conta com fábrica própria para desenvolver e produzir sua linha de alta performance para uso profissional (da área da estética) e uso home care (indicada para o cliente que buscam dar continuidade ao tratamento em casa com produtos específicos para o dia a dia). A empresa atende atualmente os clientes das 50 franquias espalhadas pelo Brasil e em mais de 15 países pelo mundo (Américas, Europa e Ásia).

A classe deve contar com um órgão fiscalizador, o que garante mais segurança para atuação dos profissionais

A ANESCO (Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos) cobra diplomaticamente pela criação do órgão fiscalizatório (conselho de classe), que é de responsabilidade do poder executivo. A associação é registrada e tem como objetivo acompanhar os interesses das profissões regulamentadas pela Lei Federal 13643/2018 junto ao governo.

Noêmia Carvalho
Presidente da Anesco

Segundo a presidente da associação, Noêmia Carvalho, a criação do órgão fiscalizatório é o que falta para fechar o ciclo da regulamentação das profissões técnico em estética, esteticistas e cosmetólogos, que ocorreu há três anos. “A ANESCO participou desde 2018 de quatro reuniões para essa pauta (órgão fiscalizatório profissional), sendo as reuniões em 2018 com o Ministro do trabalho Helton Yomura, 2019 com Ministro da Saúde Luis Henrique Mandeta e, em 2021, com ministro da Saúde Marcelo Queiroga”, explica Noêmia Carvalho, presidente da associação.

O papel principal do órgão Conselho de Classe é a fiscalização do exercício Profissional. Tanto que a presidente da associação ressalta: “com a criação do conselho, conseguiremos identificar inclusive todos os profissionais regulamentados pela Lei 13643/2018. A importância será para o Profissional e também para o usuário dos serviços”.

Entre os trabalhos desenvolvidos junto os associados, A ANESCO oferece orientação técnica e jurídica sobre legislação sanitária entre outras leis de saúde que contemplam o exercício da profissão.

A criação do órgão fiscalizatório traz ainda mais valorização à profissão. “As mudanças na profissão ocorreram e ocorrem devido a Regulamentação, que ainda é recente, levando em consideração a relevância de uma norma jurídica Federal, por isso, o trabalho da ANESCO nos últimos dois anos, foi muito intenso em levar as informações corretas aos profissionais, aos estudantes, as instituições de ensino, para que possamos de alguma forma orientar os profissionais e direciona-los para o caminho na profissão rumo ao crescimento no trabalho ético e na legalidade, para que não tenham impedimento no crescimento e sucesso profissional”, reforça Noêmia.

A ANESCO foi fundada com objetivo principal de fazer um trabalho pautado na ética e legalidade. “As Instituições de ensino superior que conhecem nosso trabalho convidam a ANESCO para web aulas com objetivo de informar correntemente sobre a profissão e suas diretrizes”, explica Noêmia.

Sobre a Regularização das profissões

Com a responsabilidade de garantir a saúde e o bem-estar aos clientes, os profissionais de estética e cosmetologia atuam no Brasil há cinco décadas, mas as profissões foram regulamentadas apenas em 2018.

Além de garantir os direitos trabalhistas aos profissionais, a regulamentação torna clara a necessidade de formação específica para atuar neste mercado. Essa nova realidade garante também mais credibilidade e segurança nos atendimentos.

A partir da LEI 13643/18, o exercício da profissão daqueles que atuam na área de estética e cosmética, passou a ser regulamentado. A legislação compreende o esteticista e o cosmetólogo, assim como o técnico em estética. A referida lei prevê que essas pessoas precisam ter formação técnica ou superior, obrigatoriamente, em instituições de ensino reconhecidas pelo Ministério da Educação, para poder exercer a profissão em clínicas e consultórios.

A lei estabeleceu a prática de cada um, assim como algumas exigências. Os graduados em estética e cosmetologia são os responsáveis técnicos pelos centros de estética no qual atuam e tem o dever de manter o local adequado segundo as normas da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

“Com a regulamentação das profissões e agora com a oficialização do Órgão, a ANESCO deseja a não criminalização dos esteticistas nem antes e nem depois da criação do conselho de classe”, finaliza Noêmia Carvalho.

Para acessar a lei da regulamentação: https://legis.senado.leg.br/norma/26520843

Resolução do Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional flexibiliza forma de divulgar os procedimentos de cada paciente, desde que tenha a sua autorização

Os avanços tecnológicos estão aí e não podem ser ignorados. O COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), por meio da Resolução nº 532, publicada no dia 7 de julho de 2021, liberou a divulgação de imagens, textos e áudios relacionados a procedimentos fisioterapêuticos e terapêuticos ocupacionais.

A nova normativa altera os Códigos de Ética e Deontologia da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, trazendo novas regras aos profissionais. Segundo a resolução, fica autorizada a divulgação de imagens, textos e áudios autênticos de pacientes, clientes, usuários acompanhados, ou não, do fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional que realizou o procedimento, desde que com autorização prévia deste ou de seu representante, por meio de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE.

As mudanças são positivas

 

Josete Lutkus Fisioterapeuta Dermatofuncional

O texto traz mudanças que, segundo os profissionais, são positivas para ambas as profissões. Mas, o que isso muda na abordagem de divulgação? Para a fisioterapeuta e especialista dermatofuncional Josete Lutkus, que também integra a Associação Brasileira de Fisioterapia e Dermatofuncional (Abrafidef), o que muda é a tranquilidade de poder divulgar o trabalho nas diversas mídias, sem sofrer qualquer tipo de sanção. A profissional também tem ciência de que “as imagens devem conter o nome do profissional, identificação do registro no seu conselho e data das imagens e que ficou vedado a divulgação de casos clínicos de autoria de terceiros.”

A liberação de imagens já era prevista pelo COFFITO, por meio de uma resolução de julho de 2013. Sobre a atualização, Josete entende que “estava ocorrendo uma grande confusão na interpretação dos textos, tanto pelos fiscais dos conselhos regionais, quanto pelos próprios profissionais fisioterapeutas com a antiga resolução de 2013. Hoje, a nova Resolução – Nº 532, de 24 de junho de 2021 -, deixa mais claro e ratificou de forma sucinta e objetiva o que já podíamos por direito”, defende ela.

O que não muda com a resolução

Embora algumas regras tenham sido atualizadas, nem tudo ainda é permitido. No artigo 3º da nova resolução, por exemplo, fica proibido o uso de expressões escritas ou faladas que possam caracterizar o sensacionalismo, concorrência desleal, promessa de resultado infalível ou restrições previstas no código de ética profissional.

O artigo 5º também reforça que será considerada infração ética grave a divulgação de imagens, textos e áudios de pacientes que estiverem em desacordo com essa e demais normas sobre esse assunto. Josete defende que “deve ter uma explanação por parte do fisioterapeuta ao seu paciente, pedindo permissão para a divulgação das suas imagens. Se for autorizado, então deve ser assinado por ambas as partes o Termo do Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), só assim o profissional poderá realizar a divulgação, porém deverá ter o bom senso de preservar a dignidade do paciente e da profissão.”

Além da resolução do COFFITO, os profissionais precisam seguir também as regras da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, de agosto de 2018 – “é uma lei federal e veio para nortear o direito inalienável do paciente a confidencialidade acerca de seus registros e dados. Porém, essa confidencialidade pode ser eventualmente quebrada em algumas circunstâncias quando: o paciente autorizar explicitamente; a revelação ser por força da lei; quando houver risco iminente a terceiros a ocultação desta condição do paciente”, pontua Josete.

Acesse a resolução completa aqui: https://esteticaemercado.com.br/2021/07/23/lei-no-14-119-de-13-de-janeiro-de-2021/

Já está no mercado uma nova rede de franquias, a Estetic360, com dez unidades abertas. A proposta é oferecer para homens e mulheres um local com preços acessíveis onde se possa cuidar da estética de forma integral – estética corporal, incluindo depilação a laser e programas de emagrecimento, harmonização facial e dental e rejuvenescimento íntimo, algo até então inédito entre as franquias.

Há mais de 25 anos no setor de franquias, Leonardo Lamartine, sócio da BHF – Branding, Hub & Franchising, holding que reúne nove marcas, entre elas a rede de restaurantes Bonaparte, é quem está a frente dos negócios.

“Há cerca de quatro anos começamos a diversificar os ramos de atuação dentro do grupo, e serviços entrou no foco ainda mais recentemente”, comenta Lamartine. A escolha por uma clínica de estética para o portfólio da BHF se deu por diferentes razões. “O segmento de serviços tende a ter uma retomada mais rápida no pós-pandemia, porque o cliente precisa ir à loja para fazer o serviço, então há uma demanda reprimida. Além disso, o setor de estética vem crescendo e queríamos algo com um ‘payback’ inferior a 24 meses. O serviço de rejuvenescimento íntimo entra como um diferencial dentro do segmento”, reforça.

Para entregar os serviços com qualidade, as unidades contam com dentistas e fisioterapeutas. No rejuvenescimento íntimo, há ainda o suporte de médicos e fisioterapeutas pélvicos.

Multifranqueados experientes entram como máster franqueados

A nova rede de franquias já nasce com dois másters franqueados experientes: Alberto Oyama, multifranqueado há 19 anos que administra 25 operações de três marcas diferentes, e André Friedheim, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), sócio da consultoria Francap e multifranqueado. Os dois são responsáveis pela expansão da Estetic360 no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A capital paulista, inclusive, inaugurou duas unidades em junho, uma delas no Shopping Eldorado e a outra no Shopping West Plaza, ambos na zona oeste da cidade. A meta é encerrar o ano com 60 operações em funcionamento e chegar ao fim de 2022 com 128 unidades.

O investimento inicial em uma das clínicas da franquia é a partir de R$ 600 mil. Ainda que o franqueador trabalhe com a possibilidade de abrir unidades de rua, com prioridade neste momento para os shopping centers de todo o país. O espaço mínimo para a operação é de 55 metros quadrados.

Como se trata de uma franquia de serviços, o investidor não precisa dedicar todo seu tempo a uma só unidade. É possível administrar mais de uma em paralelo, e a franquia, inclusive, quer atrair investidores com potencial de aquisição de mais de uma unidade. “Estamos em negociação com grupos de multifranqueados em nove capitais e regiões relevantes, e esse é um dos nossos focos no momento”, comenta Oyama.

A novidade também atende aos empreendedores que já atuam no ramo de estética. “Nesse caso, ao aderir à marca, o empreendedor adquire todo o know-how da marca”, explica Friedheim.

O faturamento médio estimado por unidade é de R$ 400 mil mensais.

O assunto ainda é um tabu entre elas, mas na busca pelo empoderamento feminino os tratamentos de estética íntima ganham cada vez mais adeptas

Ainda é um tabu, mas dos tratamentos estéticos que vêm ganhando atenção, especialmente entre as mulheres, o de estética íntima é um destaque. Especialistas afirmam que as intervenções contribuem para o bem-estar e autoconfiança das pacientes.

O Brasil é um dos países que mais realiza cirurgias plásticas e procedimentos estéticos em todo o mundo. De acordo com dados da pesquisa divulgada em 2019 pela ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética), em 2018 foram feitas mais de 1 milhão de cirurgias plásticas, além de quase 800 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos, no país.

 

Fatores que contribuem na procura

Profa. Ynaiã Piedade

Segundo Ynaiã Piedade, fisioterapeuta e professora do curso de estética íntima da Beauty Connect, existem alguns fatores que contribuem na busca da mulher por esse tipo de tratamento. “Quando ela tem relações no escuro, quando se sente mal ou acha que o corpo poderia ser mudado de alguma maneira”, exemplifica ela.

A questão da regionalidade é outro fator que faz com que as mulheres também busquem tratamentos de estética íntima. Quem explica é a esteticista Edianne Rocha. “Eu sou do nordeste, vivo em Fortaleza, a capital do sol, então ir à praia é uma rotina para as mulheres daqui. Expor uma região como virilhas sempre soava como vergonha do escurecimento e flacidez dessa parte do corpo. Outro ponto era o machismo, muitas pacientes perguntavam: ‘o que vão pensar de mim?’. Mas a gente explica que esses tabus precisam ser quebrados porque tudo faz parte da saúde da mulher e do autoconhecimento.”

A professora Ynaiã trabalha no segmento desde 2015 e acredita que a maior procura se deu 2018 pra cá. “Na época não haviam produtos específicos e hoje tem um crescimento de profissionais buscando se especializar no mercado. A indústria também olhou para o setor, e a procura das próprias clientes só vem aumentando. No ano passado tivemos uma busca muito grande, até mesmo por conta da pandemia, que fez com que as pessoas se olhassem mais em busca de cuidados”, afirma a fisioterapeuta.

Edianne também reforça a informação de que o mercado está mais atento ao setor. “Hoje ele está mais aberto para o assunto e menos preconceituoso. A indústria está vendo o momento como algo que veio para ficar e nós estamos ganhando com isso, pois estamos tendo contato com muitos lançamentos para essa área. Seja na parte da cosmética como na criação de maquinários e equipamentos para contornar os efeitos do tempo, alimentação, entre outros. O mercado está de olho nesse segmento”, explica Edianne.

 

Preço médio por tratamento

O custo médio de um atendimento para o paciente é de R$ 250 a R$ 800 reais a sessão, o que pode variar também de acordo com a região do país e depende também da área que a pessoa vai tratar. Edianne explica que, no início, pensou que teria apenas pacientes mais velhas, senhoras casadas, no entanto, “muitas meninas na flor da idade já buscam esse tipo de tratamento, e eu vibro com isso. É importante e necessário oferecer alternativas para algo que incomoda muitas mulheres, independente de idade e de escolhas sexuais”, avalia.

De acordo com Ynaiã, são três os carros chefes no tratamento da estética íntima: radiofrequência, que trabalha a flacidez dos grandes lábios; microagulhamento com agulha elétrica, usado para flacidez, clareamento e aumento da hidratação tecidual; além da técnica de intradermoterapia pressurizada, que serve para casos de gordura localizada.

“São situações que as mulheres não expõem nem mesmo para o parceiro por causa de vergonha e isso faz com que elas tenham relações no escuro entre outros hábitos. É preciso tratar o assunto com delicadeza, mostrar que não existe órgão genital perfeito, mas com o tratamento podemos devolver a autoestima e o empoderamento feminino que elas tanto necessitam”, enfatiza Ynaiã.

 

Sobre a Estética Íntima

É a área que tem como objetivo melhorar a aparência da região tratada com técnicas de clareamento, tratamento para flacidez e até mesmo gordura localizada. Apesar de ainda ser cercada de preconceitos, essa é a uma área que ganha cada vez mais adeptos.

São diversos os fatores que contribuem para a modificação da região íntima, entre os principais motivos estão: ganho de peso, idade, gravidez, alterações hormonais e até mesmo a predisposição genética.

“Qualquer profissional da saúde, beleza e bem-estar pode trabalhar com a estética íntima, que não trata nada patológico e sim as disfunções estéticas da região íntima da mulher e até mesmo do homem”, reforça Ynaiã. A pessoa que pretende trabalhar na área precisa fazer um curso específico de duração que varia de 9 a 18 horas, dependendo da formulação do curso. “É importante também que o profissional entenda que um tratamento bem feito vai devolver à pessoa uma melhor qualidade de vida”, finaliza.

Diante da necessidade financeira, empresária da saúde estética começou com uma clínica e hoje tem mais de 400 unidades em formato de franquia em todo o Brasil

No primeiro trimestre deste ano, 14.205 MEIS (microempreendedores individuais), abriram um negócio voltado às atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza em todo o Brasil, segundo dados divulgados pelo Sebrae. Mesmo em meio à pandemia, os números são expressivos e revelam a necessidade ou desejo de muitos cidadãos em ter o próprio negócio.

Natália Ribeiro Fundadora + Top Estética

A empresária Natália Ribeiro entende muito bem o desejo, mas foi pela necessidade que abriu a primeira clínica de estética. Com quase nada de dinheiro no bolso, ela recorreu a um empréstimo do governo do estado de São Paulo. “O dinheiro foi suficiente para alugar um espaço, comprar uma maca, alguns cosméticos e começar a atender”, conta a empreendedora que, em 2017, transformou a clínica em uma franquia. Hoje já são 410 unidades da “Mais Top Estética” em todo o Brasil e uma em Orlando, nos Estados Unidos.

“Ainda lá no início, quando comecei com a clínica, uma das dificuldades foi estar numa cidade nova, há 900 km longe da minha família e sem dinheiro”, conta Natália, que acrescenta: “Não conhecia ninguém e ninguém me conhecia, além disso, o maior desafio foi o financeiro. Eu precisei me demitir do trabalho pra vir com meu noivo e o salário dele não dava para nos sustentar, foi um caos. Então acredito que o maior desafio foi começar numa cidade nova e sem dinheiro”, lembra ela.

Pra contornar a situação e fazer com que o empreendimento fosse visto, a empresária usou as redes sociais. “Eu não entendia direito de marketing digital, fazia da minha maneira, me virei sozinha nas redes e acredito que foi, sem dúvidas, um dos fatores de sucesso logo no início”.

A aposta na área de estética foi pela proximidade com o setor, pois havia trabalhado por quatro anos em uma clínica de estética. A Gestora Estadual de Beleza do Sebrae-SP, Maísa Blumenfeld, conta que o know-how na área pretendida é bom, mas não obrigatório. “É interessante que a pessoa tenha um diferencial para ingressar no mercado, como oferecer serviços com procedimentos técnicos e sanitários em dia, seguir os protocolos de atendimento. Além do que, é necessário também investir em cursos bons, de referência, para que o negócio seja mais promissor”, afirma.

Conhecimento e estrutura

No Brasil, o Sebrae é referência em consultoria de abertura de novos negócios. O caminho para quem tem esse objetivo é procurar a unidade mais próxima e ouvir as recomendações dos especialistas. “Tem pessoas com muito conhecimento técnico, mas sem perfil para ser investidor e isso precisa ser levado em conta”, diz a gestora. “É preciso saber como empreender, pra isso o Sebrae trabalha a parte comportamental e de gestão do novo negócio, tem toda uma orientação”, reforça.

Natália sabe que uma consultoria faz falta e conta que quando a clínica virou franquia, não tinha condições de investir nesse serviço. “Meu marido e eu fizemos tudo por conta, formatamos toda a burocracia e documentação. Isso levou muito tempo, nos custou muita energia, fizemos muita coisa errada no início, mas era o jeito que a gente tinha.”

Na área de beleza e estética, a gestora do Sebrae lembra que também é importante seguir rigorosamente os protocolos sanitários estabelecidos pelo mercado. “Além disso, o novo investidor precisa estar cercado de informações a respeito do negócio que pretende ter, como por exemplo, saber como vai mantê-lo, qual vai ser a estrutura desse empreendimento, onde vai ser, qual o público, saber quais produtos e insumos vai precisar. É preciso olhar para muitos desses detalhes quando for abrir e gerir um novo negócio”, alerta Maísa.

Ela também explica que, seguindo as orientações, este é um setor de poucas barreiras de mercado. E os números são favoráveis para os novos investidores do ramo, já que o Brasil é o quarto maior mercado consumidor de produtos de beleza do mundo, com crescimento de 2,2% em 2020, período em que a indústria desse mesmo segmento exportou para 174 países.

Natália e o marido tiveram muito trabalho e dificuldades no início, mas não desanimaram. Hoje a rede de franquias dela gera, em média, 2.100 empregos em todo o Brasil. “Agora nossa meta é ser a maior rede de franquias de clínicas de estética do mundo e, pra isso, precisamos no mínimo de 500 unidades vendidas, número que devemos atingir ainda este ano. Depois, nossa intenção é chegar a mil unidades em todo o mundo”, comenta ela, entusiasmada sobre os planos de crescimento da marca.

A empresária ainda faz questão de deixar um recado para quem está de olho num novo negócio. “Se a pessoa for investir numa franquia, eu diria para pesquisar qual é a que tem mais unidades. Quanto mais experiência, mais unidades, quanto maior for a rede, mais sólido é o seu investimento”, orienta.

 

App do segmento saúde estética aposta na comunicação entre os profissionais

A Beauty Connect – plataforma que contribui para o desenvolvimento de profissionais da saúde estética – está no mercado com o aplicativo Beauty Connect há um ano e não para de inovar. No início era exclusivo para eventos, hoje também tem a funcionalidade de unir a comunidade do setor e aproximar esses profissionais.

Jonatas Vasconcelos
CEO Beauty Connect

Segundo o idealizador do APP, Jonatas Vasconcelos, a plataforma apoia a troca de informações, negócios e networking. “Entregamos essas possibilidades por meio dos nossos eventos, cursos, portal de notícias e nossa comunidade exclusiva via Aplicativo Beauty connect”, explica Jonatas.

O aplicativo é direcionado para atuantes da indústria e profissionais da saúde que atuam diretamente com estética, bem como estudantes, fisioterapeutas, biomédicos, dentistas, médicos, esteticistas, farmacêuticos, enfermeiros, investidores, empresários e outros que, direto e indiretamente, têm o setor de saúde estética como estratégia de atuação.

Interação entre usuários

A comunicação entre os profissionais da saúde estética é um diferencial do aplicativo. Por ele é possível participar de eventos online que acontecem na plataforma, cursos pagos e gratuitos, além de acessar grupos e fóruns, e ficar por dentro de notícias do setor. Há também a agenda de todos os cursos e congressos importantes. O empresário Jonatas Vasconcelos explica que o programa está em constante evolução para facilitar a jornada do conhecimento dessa comunidade.

A evolução desse novo dispositivo da plataforma Beauty Connect corrobora com o momento do setor de desenvolvimento de aplicativos. Dados da Pew Research Center mostram que esse mercado deve movimentar US$ 6,3 trilhões em negócios ao longo de 2021. Além disso, o estudo apontou que o Brasil é o segundo país em que o mercado de criação de aplicativos mais cresce, perde apenas para a Indonésia.

“Sou empreendedor, tenho uma clínica de estética, tive duas Startups e também atuei em outros setores como tecnologia da Informação, médico-hospitalar, arquitetura e construção, onde a troca de informação vai além da parte técnica. Foi então que percebi que poderia ajudar outros empreendedores do segmento usando a tecnologia para conectar pessoas, estimular o networking e entregar informações relevantes que contribuem para a tomada de decisão de profissionais, investidores, empresários e todos os atores deste mercado que não para de crescer”, explica Jonatas, sobre a ideia de desenvolver o aplicativo Beauty Connect.

O consumo online

A plataforma chega também num momento em que a população precisa dos espaços virtuais para diversas atividades – da educação às compras. O consumo online, que já crescia antes da pandemia, agora se tornou um hábito para 86% dos brasileiros, principalmente nos estudos. No mundo são cerca de 4,2 bilhões de usuários, segundo a We Are Social —, o avanço do e-commerce engloba relacionamentos mais próximos com os compradores e a prática de compra e venda via redes sociais.

Emilse Cristina da Silva é uma dessas consumidoras. Encontrou no App da Beauty o curso que precisava, além, é claro, da interação tão necessária com outros profissionais para a troca de experiências. Profissional da área de fisioterapia pélvica, ela adquiriu as aulas de estética íntima. “Gostei muito, achei a plataforma fácil e acessível, encontrei bastante facilidade”, comenta.

Um dos diferenciais dos cursos da plataforma é que os profissionais podem aplicar na prática tudo que aprenderam nas aulas. A fisioterapeuta e usuária do aplicativo explica que essa foi uma vantagem para os negócios. “O curso foi muito importante e meu deu segurança para aplicar as técnicas que aprendemos”, finaliza.

Neste sentido, Jonatas confirma que os aplicativos de saúde e estética, assim como o mercado de atendimento ao cliente, inovam em ritmo acelerado. Segundo o empresário isso se dá não só pelo momento de reclusão devido à pandemia, mas também pelo aumento da inserção das mais novas e diferentes tecnologias, acessíveis a uma camada cada vez maior da população. Sobre o App Beauty Connect, “o APP está em evolução e novas funcionalidades serão liberadas muito em breve”, conclui o empresário.

O aplicativo esta disponível na PlayStore, clique e saiba mais.