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Intradérmicos e subcutâneos: Com Lei de 2018, escolas lançam pós-graduação de procedimentos injetáveis para esteticistas

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Com a promulgação da Lei do Esteticista 13.643/2018, que libera procedimentos intradérmicos e subcutâneos para profissionais esteticistas, um debate tem sido gerado em meio a essas mudanças. Por outro lado, as instituições de ensino não perderam tempo e, hoje, algumas já oferecem cursos de pós-graduação nesta área.

É o caso do Instituto Educacional Wilson Wanderlei (IEWW), que foi o primeiro a oferecer o curso de pós-graduação voltado para os procedimentos injetáveis. “Na área da saúde estética fomos pioneiros: montamos e oferecemos a pós-graduação em Procedimentos Intradérmicos e Subcutâneos para profissionais esteticistas no início de 2018, logo depois da promulgação da Lei do Esteticista, (13.643/2018)”, explica o professor Francisco Vitarelli. A lei é referente à regularização das profissões de esteticista e cosmetólogos.

Curso de pós-graduação de procedimentos intradérmicos e subcutâneos já é uma realidade, após regulamentação.

As dúvidas sobre os injetáveis passam, inclusive, pela nomenclatura. O professor Francisco explica que os procedimentos invasivos são de exclusividade dos médicos, o que está disposto na Lei 12.842 de julho de 2013. Ou seja, apenas os médicos podem fazer os procedimentos que adentram por um orifício do corpo podendo chegar a um órgão interno. “Já os procedimentos injetáveis estéticos, não atingem órgãos internos e podem ser aplicados por outros profissionais. Não existe lei no Brasil que proíba essa prática”.

O professor Francisco também reforça a necessidade de cada categoria se ater as funções da própria classe. “Um exemplo é a aplicação de toxina botulínica, que pode ser utilizada em situações médicas, odontológicas – como para problemas de bruxismo -, e para fins de estética. Sendo assim, é importante que cada profissional permaneça na sua área de atuação”, diz ele.

Graduada em Estética e Cosmetologia, Márcia Costa Larica não perdeu tempo e já está concluindo o curso de pós-graduação. “A devida capacitação que essa pós-graduação tão específica e pensada para o profissional da esteticista traz com os tratamentos injetáveis, vai me ajudar a ampliar em muito a gama de serviços que ofereço e meus pacientes não precisarão sair do meu consultório de estética para obter esses procedimentos com outros profissionais”, explica a esteticista.

Sobre a necessidade de uma especialização

Toda profissão nos níveis mais avançados, precisa ter pelo menos uma especialização na área, o que não é diferente no caso da estética. Logo, os cursos precisam trazer conhecimentos atualizados e obter competência na atuação dos diversos procedimentos intradérmicos e subcutâneos pertinentes à área da estética e afins, dentro dos limites legais, éticos e técnico.

Além de aluna do curso de pós-graduação em injetáveis, Márcia Costa Larica também é presidente do Sindicato dos Esteticistas do Rio de Janeiro, o Sindiestetic.  Dessa forma, consegue trazer incentivos para que as colegas de profissão também entendam a necessidade da especialização. “Hoje é fundamental para quem deseja continuar atuando no segmento, além da graduação, fazer as especializações, para se destacar dos demais. Muitos profissionais de todo o país, chegam aos nossos canais de atendimento, diariamente, pedindo orientações, opinião e até direcionamento sobre graduações e especializações, principalmente por entender que quanto mais se qualifica, menos estará limitado pela lei e pelo próprio mercado de atuação”, conclui ela.

Para os profissionais de olho numa especialização, é necessário buscar por um curso que seja aprovado pelo MEC. “Isso significa que a instituição seguiu as regras necessárias para a implantação, enviou as exigências e foi aprovado pelo Ministério”, reforça Francisco Vitarelli.

A força da ANESCO

A Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos cobra diplomaticamente a criação do órgão fiscalizatório (conselho de classe), junto ao Governo Federal. No entanto, é preciso admitir que, com a força da associação, as profissões de esteticista e cosmetólogos foram regularizadas pelo poder executivo. Com isso cresceu a oferta de cursos superiores na área de estética, inclusive na grade de instituições públicas.

Para se ter uma ideia, o curso de tecnólogo de Estética e Cosmética, da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), teve a maior concorrência no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deste ano. Foram 94 candidatos disputando uma vaga.

O professor Francisco Vitarelli corrobora com a informação e adianta que o instituto educacional do qual faz parte, se prepara, ainda este semestre, para o lançamento de um curso em nível de pós-graduação, exclusivo para os profissionais da área de estética que pretendem seguir carreira acadêmica. “Quem busca trabalhar com educação precisa ser graduado em estética e ter especialização na área. O nosso curso chega para atender mais essa demanda e qualificar os profissionais para a docência.”, finaliza Francisco Vitarelli.

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