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MERCADO

Empreendedorismo: Mulheres são maioria na saúde estética

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Por possuírem mais conhecimento da área, as mulheres lideram o empreendedorismo no mercado de saúde estética

Segundo dados do Serasa Experian, as mulheres já comandam 43% dos negócios no Brasil. Já uma pesquisa do Sebrae aponta que o setor de beleza e estética é um dos que mais se desenvolvem com o empreendedorismo feminino. O Instituto Data Popular informa que o brasileiro gasta cerca de R$ 53,9 bilhões com cosméticos atualmente.

A combinação de mulheres em posições mais altas com o crescimento do setor, está relacionada ao nível de satisfação. De acordo com o Sebrae, 66% das empreendedoras decidiram abrir o próprio negócio para fazer algo que tragam satisfação.

Como as mulheres, em geral, frequentam muito mais os espaços estéticos do que os homens, esse tipo de negócio pode crescer muito nas mãos de quem entende, afinal, elas podem ter ideias sobre o que precisa ser feito de diferente e como podem melhorar a experiência com o seu cliente.

Dra. Ana Carolina Puga

Em crescimento junto com esse mercado, Ana Carolina Puga, biomédica e CEO da NEPUGA/FAPUGA, tem em sua trajetória todo esse reflexo do empreendedorismo feminino. Considerada a “mãe da biomedicina estética”, ela fundou a primeira clínica de biomedicina estética do país, na cidade de Sertãozinho, interior de São Paulo.

Atualmente, a NEPUGA, uma das escolas mais respeitadas no Brasil nas áreas de Biomedicina Estética, Enfermagem Estética, Farmácia Estética e Saúde Estética já especializou mais de 40 mil pessoas entre cursos e pós-graduação.

Além disso, possui 9 clínicas escolas e 17 polos de apoio, locais que acontecem todas as aulas práticas presencias, em nove cidades do Brasil. Já a faculdade, a FAPUGA, tem sede na cidade de São Paulo e possui quatro cursos de graduação, dois presenciais e dois semipresenciais.

O COMEÇO DA JORNADA

Antes da criação da NEPUGA/FAPUGA, Ana Carolina concentrou seus esforços na ACorPoralle, primeira clínica de saúde estética e biomedicina estética do país, localizada em Sertãozinho, cidade do interior de São Paulo, com pouco mais de 120 mil habitantes nos dias de hoje.

“Quando eu escolhi Sertãozinho, foi por dois motivos: primeiro porque é a cidade de onde eu venho, onde eu tinha relacionamentos, onde meus pais moravam, e o segundo ponto é que não tinha nenhuma clínica com esse porte naquela cidade. Então para mim, seria muito mais fácil competir ali do que em outro lugar”, afirma a biomédica.

A clínica foi nascendo, de pouco em pouco, com a ajuda de outros profissionais da área da saúde, por exemplo, fisioterapeutas, nutricionistas, esteticistas e médicos. Na época, em 2005, a estética era bem convencional, com métodos que possuíam um resultado mínimo, por isso a biomédica se dedicou aos estudos e formação de uma nova estética, que garantisse maiores resultados.

Para Ana Carolina, a cirurgia plástica não deveria ser a uma opção de procedimento estético. Ela queria uma solução rápida, boa, acessível e sem risco, por isso, em 2006 decidiu se dedicar ao direito de o biomédico praticar a saúde estética.

E NASCEU A BIOMEDICINA ESTÉTICA

Após quatro anos de longas conversas com o Conselho Federal de Biomedicina, em 2010, Ana Carolina recebeu a autorização para exercício da biomedicina estética, e logo de cara, formou suas três primeiras turmas de cursos livres de saúde estética realizado ainda pela ACorPoralle.

Nesse mesmo ano, fundou a NEPUGA Pós-graduação, a primeira escola para cursos de biomedicina estética e saúde estética do Brasil. Até hoje, a escola é a pioneira no assunto, sendo procurada por profissionais de todo o país e todas as áreas da saúde.

“Quando a Biomedicina Estética foi aprovada, dois anos depois, veio a Farmácia, e nisso a saúde estética começou a ter muitos farmacêuticos, biólogos, dentistas, entre outros, atuando nessa parte. Foi aí que eu parei e pensei: isso não vai ajudar só a Biomedicina, isso vai ajudar muitas outras pessoas, outros profissionais”, explica a biomédica.

Considerada a mãe da biomedicina estética, Ana Carolina diz que vê esse título como uma grande responsabilidade. “Eu me vejo, de fato, como uma mãe, que quer tudo aquilo que teve de melhor para os seus filhos; Quero o melhor que tive para essa futura geração.”

O CRESCIMENTO E A INOVAÇÃO EM SERTÃOZINHO

Como a ACorPoralle foi uma inovação na cidade de Sertãozinho, a biomédica diz que viu a necessidade da cidade em ter esse tipo de negócio, já que a clínica mais próxima ao município ficava em Ribeirão Preto, cidade com cerca de 20 km de distância.

“Se as pessoas precisam ir para Ribeirão para terem tudo isso, por que não oferecer aqui em Sertãozinho, para que não precisem ir para Ribeirão Preto? Por que não oferecer aqui algo com qualidade, feito por uma profissional de saúde, com conhecimentos técnicos e biológicos suficientes para poder ajudar o paciente chegar na solução tão desejada e resolver o problema do paciente?.”

Quando Ana Carolina abriu a clínica, o mercado ainda não era tão abrangente como é hoje. Em 2005, não existia o número de profissionais atuando nessa área, como existe hoje. Para ela, o rápido crescimento de seu negócio, em 12 anos, trouxe duas questões importantes a serem pautadas.

Vários biomédicos estavam desmotivados, desanimados ou não se encontravam nas áreas de atuação, e a vinda da estética mudou isso. Outro pronto, é que essa nova área também trouxe um teor técnico-científico, impulsionando assim, a produção de trabalhos científicos para compor a fundamentação da estética biomédica.

Na ACorPoralle, o DNA da biomedicina estética estava nascendo. Com o sucesso da clínica, alguns colegas de profissão começaram a procurar Ana Carolina para entender o que era essa estética dentro da biomedicina, e então, a percursora de tudo isso conseguiu formar os primeiros biomédicos estetas do país.

“O que fiz foi transmitir meus conhecimentos e experiências para aqueles profissionais que tinham o sonho de fazer muito mais do que viver em laboratórios. Assim como eu, eles buscavam por uma mudança de vida dentro de suas profissões”, afirma Ana Carolina Puga.

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